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Técnico em radiologia trabalhando em hospital no Rio de Janeiro, ilustrando o piso salarial da categoria.

Direitos do técnico em radiologia: o que a lei garante e como reivindicar o que é seu

1. Introdução

Imagine trabalhar exposto à radiação todos os dias, lidando com pacientes, equipamentos caros e alta responsabilidade, e ainda assim receber menos do que a lei manda.

Infelizmente, essa é a realidade de muitos técnicos em radiologia, especialmente no Rio de Janeiro, onde boa parte dos profissionais recebe abaixo do piso salarial e cumpre jornadas acima do permitido por lei.

Se esse é o seu caso, este artigo vai te explicar, de forma simples e direta, quais são os principais direitos da categoria, como identificar se há irregularidades e o que fazer para reivindicar o que é seu por direito.

2. Piso salarial do técnico em radiologia no Rio de Janeiro

A profissão de técnico em radiologia é regulamentada pela Lei nº 7.394/85, que originalmente previa um piso de dois salários mínimos profissionais da região, acrescido de 40% de insalubridade e risco de vida (art. 16).

Contudo, esse dispositivo foi questionado no Supremo Tribunal Federal (ADPF 151/DF), e o Tribunal considerou inconstitucional o uso do salário mínimo como base de cálculo, por violar o art. 7º, IV, da Constituição Federal.

No Estado do Rio de Janeiro, a situação foi parcialmente resolvida com a edição da Lei Estadual nº 7.898/2018, que fixa pisos salariais regionais para diversas categorias, entre elas, o técnico em radiologia.

De acordo com a tabela da lei, o piso da categoria foi fixado em R$ 2.421,77 (faixa V), valor que serve como referência mínima para os profissionais da área.

Em resumo:

• O piso estadual do RJ é o valor mínimo que o técnico em radiologia deve receber, se trabalhar no Estado;

• Além disso, o trabalhador ainda tem direito ao adicional de insalubridade (40%);

• Quem recebe abaixo do piso pode pleitear diferença salarial na Justiça do Trabalho, com reflexos em férias, 13º, FGTS, horas extras e aviso-prévio.

3. Jornada de trabalho: máximo de 24 horas semanais

Outra garantia essencial da profissão é a jornada especial de 24 horas semanais, prevista no art. 14 da Lei nº 7.394/1985.

Isso significa que o técnico em radiologia não pode ser obrigado a trabalhar mais de 24 horas por semana.

Infelizmente, é muito comum que clínicas, hospitais e laboratórios exijam jornadas de 30, 36 ou até 40 horas semanais, sem o devido pagamento das horas extras.

Esse tipo de prática é ilegal e dá direito à indenização pelas horas excedentes, com reflexos nas demais verbas trabalhistas.

Além disso, o trabalho do técnico em radiologia é de risco e alta exposição, razão pela qual a jornada reduzida é uma medida de proteção à saúde, e não apenas um benefício.

4. Adicional de insalubridade e risco de vida

A lei federal assegura ao técnico em radiologia o adicional de 40% de insalubridade, justamente por conta da exposição à radiação ionizante.

Esse adicional é obrigatório, mesmo que o ambiente de trabalho possua equipamentos de proteção adequados.

O não pagamento desse adicional constitui descumprimento legal e autoriza o trabalhador a buscar as diferenças salariais retroativas.

É importante lembrar que o adicional de insalubridade não pode ser utilizado para atingir o piso salarial. O salário do técnico deve ser, no mínimo, igual ao piso, e o adicional de 40% deve ser calculado sobre esse valor.

5. O que fazer se seus direitos não estão sendo respeitados

Se você é técnico em radiologia e percebe que:

• seu salário está abaixo do piso estadual;

• sua jornada ultrapassa 24 horas semanais;

• você não recebe o adicional de 40%;

Seus direitos estão sendo violados.

O ideal é procurar um advogado trabalhista que conheça as leis específicas da categoria, para analisar sua situação, calcular corretamente as diferenças salariais e propor a ação judicial, se for o caso.

6. Conclusão

A profissão de técnico em radiologia é essencial para o sistema de saúde, mas ainda sofre com a falta de valorização e o descumprimento das leis.

Conhecer seus direitos é o primeiro passo para mudar essa realidade.

Se você desconfia que está recebendo abaixo do piso, trabalhando mais que o permitido ou deixando de receber o adicional de insalubridade, busque orientação jurídica.

Entender a lei é o que garante que seu trabalho seja reconhecido e remunerado com justiça.

Caso precise de ajuda, nosso escritório está à disposição para tirar suas dúvidas. Clique abaixo e envie uma mensagem para nossa equipe.

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André Tonassi Falcão

Advogado especialista em Direito do Trabalho com mais de 10 anos de experiência na área

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André Tonassi Falcão

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